Naquela tarde de brumas e chuva miúdas…

Naquele Domingo, as nuvens tinham resvalado do céu e as ruas jaziam submergidas sob uma lagoa de neblina ardente que fazia suar os termómetros nas paredes.

A escadaria de pedra subia de um pátio palaciano até uma reticula fantasmagórica de galerias e salões…

Em Zafón, nada é tão simples como parece, os céus desprendem-se e descem às ruas, que por sua vez não se limitam a estarem lá, mas jazem… depois o mesmo céu que se desprendeu entra-nos casa a dentro para fazer suar os termómetros nas paredes. O que simplesmente nos quer dizer que estava um dia quente e húmido.

Os diversos elementos cénicos parecem ter a consciência do seu sentido dramático e do seu peso no desenrolar da história, e tomam parte na ficção num estilo pesado, rebuscado e feérico.

A Sombra do Vento, 6 de Março de 2010
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