Altar sacrificial

No personagem do Desilusão de Judas estamos perante católico praticante, atento à sua comunidade e participativo na sua paróquia. Alguém que, através da participação num curso bíblico, procura encontrar respostas para algumas das suas dúvidas e com este aprofundamento dos seus conhecimentos religiosos procura tornar-se num adulto na sua fé. Dispõe tal personagem de fundamentos para construir um edifício teológico que lhe permita executar sacrifícios sobre um altar?

Esta questão não passou em claro ao olhar atento da Drª Valentina Silveira Torres. Veja como a questão foi colocada e a resposta do autor.

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3 respostas a Altar sacrificial

  1. Muito bem! Acho perfeitamente credível que alguém que tenha tendências assassinas se possa basear na Bíblia. Quem, por alguma razão, queira prejudicar ou, de alguma forma, causar danos a outros, encontra sempre um motivo.

  2. José Luís Outono diz:

    Curioso…não foi por mero acaso, que aquando da minha apresentação deste brilhante livrom de António Ganhão, no Barreiro – terra cenário deste “serial-killer” escrevi:
    – “É neste ponto crucial, que a dureza cénica de algumas mortes, se assume com beleza, porque é uma moral que se ganha ao determinar a sua extinção. E o preciosismo detalhado da sua execução, na escrita da DESILUSÃO DE JUDAS é fabuloso.

    E é assim, que na contracapa, apesar de revelar um pouco desta acção narradora…provoca o leitor em mais uma soberba reflexão:

    – “se todos os tontos escrevessem um diário o mundo seria um local mais tranquilo…”

    É este exercício, que António Ganhão narra com factos tão reais, como a história natural do colega reformado com um problema de crédito…o gerente bancário que procura interferir no processo…as escapadelas do Calçadas e, a mulher que desliza em propostas de fim de tarde…

    Enfim, o pecado existente e, a tentativa de o anular. Como? Com um labirinto muito bem gizado e uma narrativa tensa, por vezes dura…mas atraente.

    Meticuloso e programador de jogadas literárias, António Ganhão gosta de partir do desencontro para o encontro. Gosta de purificar. Depurar em atitudes o grosso do impossível. Inverter a pirâmide em sucessivos degraus de anulações até chegar ao absoluto e estritamente necessário. António Ganhão em “A DESILUSÃO DE JUDAS”, mostra exactamente esse pendor da sua veia criativa. Não é um matador por raiva…é um purificador, por reflexão, que até tem alguns laivos de requinte na execução.”

    A “Desilusão” não desilude, agarra o leitor na sequência da leitura. Momentos sempre de vivo interesse desafiador de António Ganhão, como a frase supra :

    “UM DIA SEREI APENAS ESTE VERBO QUE VOS DEIXO”

    Provocadora . Muito provocadora, sem dúvida. Mas sem dano ou nódoa humana. Como escritor, mas principalmente como ser terreno, um dia descerá ao pó. Deixando o testemunho do VERBO ou Verbos da sua redacção criativa. Um “legado testamento” ainda em vida, que se aplaude e, que poucos terão esse prazer, de deixar VERBO nos escaparates, para lá do último autógrtafo.

    • Somos absolutamente perecíveis, nós, um dia que seremos pó, a nossa moral e tudo aquilo em que acreditamos… apenas a palavra nos sobreviverá.

      Meu caro José Luís Outono, é sempre um prazer e uma honra escutar-te quando falas da minha obra.

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