A Desilusão de Judas



“Não conhecemos outro romance publicado nos anos mais recentes que descreva ficcionalmente de um modo tão perfeito a radicalidade e banalidade do mal como A Desilusão de Judas, primeiro livro de António Ganhão.”
Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Janeiro de 2012

“E depois aquele mal de que sofre a personagem principal, o matador, o que ilude, o que vive uma vida imediata. Aquele mal detestável (quase que senti o seu hálito), aquela herança maligna que nem ele próprio percebe como é que a carrega. Perfeitamente visível. Perfeitamente descrita, António Ganhão, essa rede de quotidianos inevitáveis que estão ao alcance de todos mas que só determinado olhar – um olhar como este de Ganhão – é que o descobre.
Será pouco dizer-se que “A Desilusão de Judas” é um livro interessante. Este é um romance absolutamente palpável, com respiração própria.”

Cristina Carvalho, no Goodreads.

“Um livro surpreendente, que quando se começa não se consegue parar. Trata-se de um psico-thriller com um criminoso fora do vulgar, com motivações inexoráveis… Escrito na primeira pessoa, seguimos este fanático criminoso com um certo encantamento, percebendo aos poucos as suas motivações, enquanto prossegue a sua carreira com método e frieza. Um grande romance contemporâneo.”

José Couto Nogueira, no Goodreads.

Romance Português Contemporâneo, de Miguel Real

“Para esta novíssima geração literária, não só não há temas tabus como tudo vale literariamente – todas as ideias, todas as histórias, todos os factos – desde que resulte num texto esteticamente belo:

b) belo pelo horror filosófico transmitido (Gonçalo M. Tavares, Pedro Medina Ribeiro, Pedro Guilherme-Moreira, Fernando Esteves Pinto, António Ganhão);”

“A Desilusão de Judas de António Ganhão é uma narrativa que funde esferas de naturezas diferentes e que propõe uma verosimilhança bastante assertiva. Conta a história, aparentemente pouco portuguesa, de um serial killer que age com motivações tão inesperadas quanto sigilosas.” do posfácio de Luís Carmelo.

“O António Ganhão é um provocador nato. E acima de tudo é meticuloso nessa provocação. Ao exercer esse acto, age como jogador de xadrez profissional, porque adivinha e brinca com as jogadas seguintes. É essa forma de escrita, que atrai.  Quando julgamos que o autor está a ir para lá do permitido, brinda-nos com citações bíblicas…provocadoras também do nosso entendimento.”

José Luís Outono

…é no instante preciso em que o pouco do António que morre em “A Desilusão de Judas” ,que eu -sua leitora -o absorvo ,para ,depois o reEscrever ,perfeitamente ciente que as suas palavras ,arquivadas num pequeno bloco de notas ,de capa preta ,me foram servidas como um bálsamo ,um vinho raro ,intenso ,frutado e ,de quando em vez ,irado .momentos houve em que ,plenamente consciente ,deixei “o cálice tombar vazio sobre a mesa”  ,a fim de regressar a essa esquiva felicidade que a leitura de um bom livro ,sempre ,me reserva

Gabriela Rocha Martins

“Quem conhece o mundo do Barreiro reconhece aqui um mapa mais claro para se guiar pelos quadros que António Ganhão vai colocando defronte dos nossos olhos e que acabam por nos conquistar com uma escrita tentadora, acutilante e descritiva. O autor sabe ilustrar as emoções e os sinais de um território onde se tenta descobrir o destino.”

Fernando Sobral (Jornal de Negócios 2-12-2011)

“Meticuloso e programador de jogadas literárias, António Ganhão gosta de partir do desencontro para o encontro. Gosta de purificar. Depurar em atitudes o grosso do impossível. Inverter a pirâmide em sucessivos degraus de anulações até chegar ao absoluto e estritamente necessário. António Ganhão em “A DESILUSÃO DE JUDAS”, mostra exactamente esse pendor da sua veia criativa. Não é um matador por raiva…é um purificador, por reflexão, que até tem alguns laivos de requinte na execução. Mas deixo ao cuidado do leitor a sua descoberta, seguro que no final, a hipotética desilusão, não desilude.”

José Luís Outono

Entre a prosa e a prosa poética. Entre o aforismo e a gregueria, esta mais discreta que aquele. Entre o mundano e o erudito. Entre a doçura e a crueldade. A desilusão de judas é um livro que não desilude. É um livro que não ilude. É um livro sobre nós, despido de psicologias e sociologias, cheio de rua e de realidade. Um livro escrito por quem desceu do elétrico. Parou. Olhou em volta. E escreveu.
Leiam-no. Mas preparem-se. Não venham a sentir-se judas desiludido.

Susana Ribeiro

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